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Ações da BRF caem mais de 11% após nova fase da “Carne Fraca”

05/03/2018

Ações da BRF caem mais de 11% após nova fase da “Carne Fraca”


A nova fase da operação Carne Fraca fez as ações da BRF despencarem mais de 11% neste segunda-feira, contribuindo para que a Bolsa brasileira opere em terreno negativo. O Ibovespa, principal índice do mercado local, recuou 0,47% pela manhã, aos 85.354 pontos. O dólar comercial teve leve alta de 0,24% ante o real, cotado a R$ 3,259.

Pela manhã, a Polícia Federal anunciou uma nova fase da operação Carne Fraca, que culminou na prisão do ex-presidente da empresa, Pedro de Andrade Faria. A notícia é considerada por analistas como negativa para a empresa, que passa por um processo de mudança no Conselho de Administração, a pedido de acionistas como Petros e Previ.

"A reunião do conselho para deliberar sobre o pedido dos fundos para a convocação de uma assembleia está prevista para hoje. A Petros e a Previ enviaram carta à empresa com proposta de chapa com dez nomes para o conselho", lembraram os analistas da XP Investimentos.

Os papéis da BRF recuam 11,12%, cotados a R$ 27,41. Outras empresas frigoríficas também enfrentam quedas relevantes. As da JBS caem 4,10% (R$ 9,59) e as da Marfrig, 1,58% (R$ 6,22).

Pesa ainda sobre os mercados a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de elevar as tarifas de importações de aço e alumínio para os Estados Unidos.

Entre os papéis mais negociados, os da Petrobras ainda conseguem se manter em terreno positivo. Os preferenciais (PNs, sem direito a voto) estão praticamente estáveis, com leve variação positiva de 0,04%, cotados a R$ 21,52, e os ordinárias (ONs, com direito a voto) sobem 0,38%, a R$ 23,27.

Já os da Vale caem 0,59%. Entre os bancos, de maior peso na composição do índice, as preferenciais, os do Itaú Unibanco e do Bradesco caem, respectivamente, 0,25% e 0,58%. No caso do Banco do Brasil, a queda é de 0,26%. (de O Globo)





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