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Acordo EUA/ México reduz o dólar e faz a Bolsa subir

27/08/2018

Acordo EUA/ México reduz o dólar e faz a Bolsa subir


O dólar opera em queda ante o real nesta segunda-feira, 27, monitorando o cenário externo, com o fechamento preliminar do acordo comercial entre Estados Unidos e México, no âmbito das renegociações do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês).

Também influencia o noticiário sobre a cena eleitoral local, com a expectativa de maior exposição dos candidatos à Presidência com o início da campanha eleitoral na televisão, na próxima sexta-feira, 31.

Às 11h25, o dólar recuava 1,36%, a R$ 4,0499 na venda, depois de ter registrado na última semana o maior ganho porcentual desde novembro de 2016. Já a Bolsa operava em alta de 1,56%, aos 77.451,31 pontos.

De acordo com o jornal The New York Times, Os Estados Unidos e o México já fecharam o acordo comercial. Outros meios da imprensa americana também estão noticiando o fato, como o Washington Post. Segundo o NYT, o acordo preliminar é um grande passo para o presidente americano, Donald Trump, mas o diário lembra que o Canadá ainda precisa ser integrado ao diálogo e diz que há questões em aberto entre as partes.

O jornal aponta também que o Congresso americano precisará avalizar as negociações, inclusive com a necessidade de votos de republicanos que criticaram parte dos planos do presidente para refazer o acordo.

Já no cenário local, a proximidade do início da campanha eleitoral também influencia os negócios neste início de semana. "Com o início da campanha em cadeia nacional, a expectativa do mercado é de que Geraldo Alckmin ganhe relevância nas pesquisas, já que ficou com a maior fatia do bolo ao fazer aliança com o Centrão”, apontou a CM Capital Markets em relatório.

O candidato do PSDB, preferido do mercado por seu perfil reformista, não conseguiu até o momento decolar nas pesquisas de intenção de voto, como reforçou novo levantamento nesta segunda-feira. Essa apatia e a possibilidade de um segundo turno com o PT fizeram os investidores reprecificarem recentemente o dólar para além de R$ 4.

Segundo levantamento feito a pedido do banco BTG Pactual, no cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde abril no âmbito da operação Lava Jato, Jair Bolsonaro (PSL) está na liderança, com 24% das intenções de voto, à frente de Marina Silva (Rede) com 15%, Alckmin com 9%, e Ciro Gomes (PDT) com 8%.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de setembro, no total de US$ 5,255 bilhões. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral. (da agência Reuters)





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