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Aérea de baixo custo começará a voar para a Europa em 2019

14/08/2018

Aérea de baixo custo começará a voar para a Europa em 2019


A companhia aérea de baixo custo Norwegian Air deve começar a vender bilhetes no Brasil em outubro e operar voos regulares para a Europa no início de 2019. Isso é o que esperam autoridades do governo brasileiro ouvidas por O Globo.

As rotas devem partir de São Paulo e Rio (Galeão) para o aeroporto Gatwick, no Reino Unido, com frequências ilimitadas, conforme prevê o acordo de céus abertos fechado entre os dois países.

Como Gatwick é um terminal voltado às empresas de baixo custo, de lá os passageiros brasileiros poderão comprar bilhetes mais baratos para outras localidades.

Para iniciar a venda de bilhetes, a Norwegian, que ganhou recentemente autorização para operar no Brasil, precisa montar a sua base operacional no país, contratar pessoal segundo as normas trabalhistas brasileiras e ter os certificados aprovados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Isso, segundo as fontes, já está em curso. A companhia, no entanto, ainda não pode vender bilhetes para viagens domésticas. Isso só será possível com a aprovação do projeto de lei que acaba com a restrição ao capital estrangeiro -- limitado hoje a 20% -- nas empresas brasileiras.

Além do Reino Unido, o Brasil já fechou acordos de céus abertos com outros dois países da Europa (Holanda e Luxemburgo). As negociações foram conduzidas pela Anac e precisam ser ratificadas pelo Congresso Nacional.

Esse tipo de acordo deve ser ampliado para oito nações, pelo menos, até o fim deste ano. São Finlândia, Áustria, Dinamarca, Grécia, Noruega, Polônia, Suécia, Colômbia, segundo dados da Anac.

O Brasil tem acordo com 105 países no setor da aviação civil, sendo que 57 estão dentro do conceito de céus abertos. Ou seja, os governos não interferem no setor, deixando a cargo das empresas definir rotas e número de frequências. Do total, 26 já foram assinados ou estão em fase de ratificação.

As negociações de céus abertos começaram em 2011 com os Estados Unidos, mas o acordo só foi concretizado neste ano. Ele é uma das últimas etapas para fechar o ciclo de abertura do setor aéreo.

Entre as medidas já adotadas estão o fim dos limites de descontos em passagens aéreas internacionais e da franquia de bagagem. Falta ainda a aprovação do projeto que acaba com a restrição ao capital estrangeiro -- com votação prevista no plenário da Câmara dos Deputados nesta semana.

Segundo o superintendente de Serviços Aéreos da Anac, Ricardo Catanant, as medidas têm o objetivo de estimular a concorrência e, no médio e longo prazos, podem resultar em queda de preço para os consumidores. O fim da franquia de bagagem, que entrou em vigor em meados do ano passado, ainda não se traduziu em queda nos preços das passagens.

“O que podemos garantir de imediato é uma oferta maior de serviços aos usuários” — afirmou Catanant. (de O Globo)





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