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Alguns riscos globais estão se materializando, avalia o G-20

27/11/2018

Alguns riscos globais estão se materializando, avalia o G-20


Os líderes das maiores economias desenvolvidas e emergentes, que se reúnem na cúpula do G-20 nesta semana em Buenos Aires, deverão reconhecer impactos negativos na economia global, que exigirão mais atenção no futuro.

No rascunho do comunicado final, ainda em negociação, ao qual o Valor Econômico teve acesso, os líderes dizem que o crescimento econômico mundial é robusto, mas que tem sido cada vez mais desequilibrado. E admitem que alguns dos principais riscos, incluindo vulnerabilidades financeiras, aumento das tensões comerciais e preocupações geopolíticas já "se materializaram parcialmente".

Ontem, a Organização Mundial do Comércio (OMC) apontou mais ''perda de impulso'' no crescimento do comércio no quarto trimestre.

Na capital argentina, numa cúpula que deverá ser marcada pela negociação bilateral entre EUA e China para frear a guerra comercial iniciada pelo governo de Donald Trump, os líderes pretendem defender, pelo menos no papel, o multilateralismo como "chave para enfrentar os desafios globais".

Não está claro ainda se os EUA darão seu aval a um comunicado que prevê "renovar nosso compromisso com a ordem internacional baseada em regras, que é capaz de responder efetivamente a um ambiente em rápida mudança". Na cúpula do G-20 do ano passado, em Toronto, Trump se recusou a endossar o comunicado final.

No comunicado, os líderes do G-20 se comprometem a continuar a monitorar e, se necessário, abordar os riscos e vulnerabilidades emergentes no sistema financeiro; e, por meio da continuidade da cooperação regulatória, evitar a fragmentação.

Por sua vez, em documento enviado ao G-20, o Fundo Monetário Internacional (FMI) nota que a expansão global continua, mas aponta sinais de moderação e vulnerabilidades financeiras e tensões comerciais pesando nas perspectivas para a economia.

O Fundo nota, entre os riscos financeiros, que um aperto inesperado das condições financeiras, deflagrado por aumento mais rápido que o previsto dos juros nos EUA, poderia criar pressões fortes e gerar mais endividamento e mais custo do serviço da dívida. Economias emergentes, que enfrentam condições financeiras mais duras, estão excepcionalmente expostas.

Além disso, o FMI alerta que as tensões comerciais estão "começando a deixar uma marca"'. Aumentos de tarifas de importação nos EUA e retaliação por parceiros podem afetar a economia no G-20. (do Valor Econômico)





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