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Balanços do 4º tri movimentam bolsa; Ambev pressiona índice

28/02/2019

Balanços do 4º tri movimentam bolsa; Ambev pressiona índice


Os balanços corporativos movimentam o Ibovespa nesta quinta-feira, em dia em que os investidores digerem a divulgação de dois dados bastante importantes: o desempenho da economia brasileira e o da economia americana.

Por volta de 11h30, o Ibovespa tinha queda de 0,68%, aos 96.642 pontos. O giro chega à marca do R$ 2,2 bilhões, uma movimentação mais intensa do que o normal para o horário.

Entre os destaques do dia, Petrobras ON cedia 0,23%, enquanto Petrobras PN avançava 0,92%. A estatal publicou no dia anterior o resultado do quarto trimestre de 2018.

O fato de a ação preferencial da Petrobras subir em relação à ordinária neste momento sinaliza que, como se viu nos mais recentes pregões, são fundos locais que estão movimentando mais o mercado de bolsa. O papel ON é, no geral, preferido na negociação pelos estrangeiros, enquanto o PN é mais usado pelas pessoas físicas e investidores institucionais locais.

Além disso, o movimento mais forte da PN sinaliza o interesse do mercado em ter um papel que dá prioridade no recebimento de dividendos. Nesta manhã, o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, afirmou que a estatal vai continuar pagando dividendo mínimo obrigatório por lei no curto prazo.

Ambev ON declinava 4,30%, segunda maior queda do Ibovespa, após apresentar balanço trimestral. Na mesma dinâmica, recuam os bancos, entre eles Itaú Unibanco PN (-0,97%).

No caso da Ambev, o lucro líquido foi de R$ 3,36 bilhões, alta de 7,7% na comparação com o quarto trimestre de 2017 — um desempenho abaixo do esperado pela média das projeções de analistas de mercado, que era de crescimento de 35,8%.

“Quem tem Ambev não vende porque tem dificuldade de recomprar, então o pessoal carrega em carteira de olho em dividendos e de olho em balanço. Essa queda, portanto, é claramente reflexo das apostas que foram frustradas e agora precisam de um ajuste”, afirma Ari Santos, gerente da mesa de operações da H. Commcor.

EDP Energias do Brasil perdia 3,98%, maior baixa no momento. Em sentido contrário, a principal alta estava com Marfrig ON (3,72%), após o balanço do quarto trimestre mostrar baixo nível de endividamento no fim de 2018. (do Valor Econômico)





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