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Bolsa sobe 8,9% em julho; é a melhor aplicação do mês

01/08/2018

Bolsa sobe 8,9% em julho; é a melhor aplicação do mês


A Bolsa brasileira registrou em julho seu melhor desempenho mensal desde janeiro, recuperando parte das perdas sofridas após dois meses marcados pela greve dos caminhoneiros e pela turbulência no cenário internacional.

O índice de referência Ibovespa avançou 8,88% no mês, fechando julho aos 79.220 pontos, depois de acumular recuo de 15% entre maio e junho. Foi a maior alta desde os 11,1% de janeiro. No ano, a Bolsa agora acumula alta de 3,7%.

“Em julho, houve uma retomada do investimento estrangeiro na Bolsa com a melhora do contexto externo e uma maior compreensão sobre o cenário eleitoral com a divulgação mais constante de pesquisas de intenção de voto”.

“Com isso, os preços das ações, que estavam muito descontados, tiveram espaço para se recuperar” -- disse Pablo Spyer, da corretora Mirae.

Eventos políticos específicos também contribuíram, como a adesão do chamado "Centrão" à candidatura à presidência de Geraldo Alckmin (PSDB), cuja plataforma econômica é, em geral, defendida pelos investidores do mercado financeiro.

“Uma série de papéis ficou barata, incluindo Petrobras e bancos. Foi um mês de recuperação de perdas, corrigindo exageros”, disse Raphael Figueredo, analista da Eleven Financial Research. Agora, o mercado se prepara para a eleição. Por isso, a expectativa de maiores altas é mais atenuada, e haverá bastante turbulência.

As maiores contribuições para a alta da Bolsa no mês vieram de Vale (alta de 37,76%), Petrobras (22,7%) e Itaú Unibanco (10,6%). Com a alta das ações, os fundos de investimento do tipo Ações Livres avançaram 6,56% no mês.

Também foram favorecidos pelo movimento os fundos Multimercados Livre, que têm maior liberdade para alocar seus recursos. Eles avançaram 1% no mês, segundo a Anbima, associação que reúne instituições financeiras -- alta bem menor que a da Bolsa mas acima da do CDI (0,49%), taxa de referência para investimentos.

O alívio das tensões também fez com que recuassem as taxas dos juros futuros, o que serviu para valorizar os títulos públicos nas mãos dos investidores. Os títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação valorizaram 2,36% no mês.

Os fundos de renda fixa tiveram valorização mais branda: os do tipo Duração Baixa Grau de Investimento avançaram 0,45% até o dia 26 (dado mais recente), enquanto os Duração Livre Grau de Investimento renderam 0,69%.

Com a melhora nos ânimos internos e externos, o dólar comercial caiu 3,44% no mês, para R$ 3,755. (de O Globo)





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