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Com cenário externo favorável, Bolsa avança e o dólar recua

11/12/2018

Com cenário externo favorável, Bolsa avança e o dólar recua


O Ibovespa, principal índice de ações do mercado local, iniciou o pregão retomando os 87 mil pontos, sustentado pelo avanço firme das bolsas europeias e dos índices futuros de ações em Nova York.

A sinalização de que haverá trégua na relação comercial entre os EUA e a China traz alento aos negócios, após as perdas da véspera. No exterior, as montadoras são destaque de alta.

Às 11h39, o Ibovespa subia 1,73%, aos 87.399 pontos. O dólar comercial cedia 0,50%, a R$ 3,9025. No mercado cambial, a expectativa é para os leilões de linha que o Banco Central (BC) fará ainda nesta terça-feira, 11.

Os juros futuros têm leve queda, no primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve manter a Selic em 6,50%. O DI para janeiro de 2023 projetava 9,15%, de 9,22% no ajuste anterior.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou por meio de sua conta no Twitter que "conversas muito produtivas" estão ocorrendo com a China e que "importantes anúncios" devem ser feitos, sem dar detalhes sobre datas ou aspectos das negociações.

Nesta madrugada, o Ministério do Comércio da China informou que o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, o representante comercial dos Estados Unidos, Robert Lighthizer e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, discutiram, por telefone, planos de negociação sobre a batalha tarifária.

Além disso, o Reino Unido informou que pretende realizar uma votação no Parlamento britânico sobre seu acordo para o Brexit até 21 de janeiro. O dia 21 de janeiro é visto como um prazo final para que o governo britânico informe ao Parlamento sobre seu acordo de saída da UE.

Ontem, 10, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, decidiu adiar a votação marcada para esta terça-feira diante da forte possibilidade de derrota.

No noticiário doméstico, o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, reforçou a necessidade de redução das desonerações tributárias, que chegam a R$ 300 bilhões por ano.

Ele não confirmou, porém, se a atual equipe econômica já sugeriu ao novo governo o corte de incentivos tributários, como, por exemplo, nas Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). (de O Estado de S. Paulo)





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