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Com reformas, Portugal aumenta emprego e é exemplo para a UE

20/06/2018

Com reformas, Portugal aumenta emprego e é exemplo para a UE


Com reformas, Portugal deixou para trás os três anos de recessão do início da década (2011, 2012 e 2013) e voltou ao crescimento econômico. O país conseguiu reduzir o desemprego —que chegou aos dois dígitos e hoje tem taxa de 7,4%, menor que a média de 8,5% da zona do euro — e é exemplo na União Europeia.

O país, que foi escolhido pelo Banco Central Europeu para sediar seu fórum anual, mostra o que se pode alcançar com financiamento barato e um programa de reformas econômicas — e também seus limites.

A saída da recessão se dá em parte pelas reformas econômicas exigidas pelo resgate conjunto feito por União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI), de 2011, e em parte pelo programa de compras de títulos e pelas taxas de juros baixas do Banco Central Europeu (BCE).

O cenário agrada ao presidente da autoridade monetária, que no seu discurso de abertura do encontro exaltou a recuperação econômica “rica em empregos”. Também está em forte contraste com a Itália, que conseguiu evitar o resgate financeiro, mas adiou ajustes estruturais que poderiam ter levado as pessoas de volta ao emprego.

“Eu gostaria que a Itália tivesse as mesmas perspectivas de Portugal hoje. Portugal passou por um período difícil, com um programa de critérios rígidos, mas está saindo disso — afirmou o professor da University of Chicago Booth School of Business Luigi Zingales, nascido na Itália.

Portugal tornou mais flexíveis as contratações e negociações salariais, mudanças apresentadas pelo FMI como cruciais no caráter de recuperação da economia, puxada por empregos.

As reformas ajudaram a reduzir os custos de produção do país, aumentando sua competitividade. Ao mesmo tempo, no entanto, o custo de se viver no país avançou.

Por outro lado, a Itália não conseguiu acertar a questão do reajuste salarial e da produtividade, mesmo depois de uma reforma trabalhista controversa, feita em 2015. Eleitores agora têm um governo anti-establishment que quer estimular o aumento do gasto público, apesar de ter o maior nível de dívida pública da região.

Portugal evitou o avanço do sentimento populista, mas a atual administração socialista dá sinais de que a dor das reformas estruturais foi longe demais. Após assumir em 2015, o primeiro-ministro Antonio Costa reverteu cortes de salários de servidores, aumentou o salário mínimo e reduziu a jornada de trabalho dos funcionários estatais.

A tendência trouxe algumas preocupações ao Banco Central Europeu e à Comissão Europeia, que em comunicado conjunto sobre o país, na semana passada,( ressaltaram “que permanecem essenciais as políticas de apoio às adaptações do mercado de trabalho”. (de O Globo)





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