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Ex-presidente da Pepsi é cogitada para o Bird

16/01/2019

Ex-presidente da Pepsi é cogitada para o Bird


A Casa Branca está considerando o nome de Indra K. Nooyi, ex-presidente da PepsiCo, para o cargo de presidente do Banco Mundial (Bird), segundo fontes familiarizadas com o processo.

Nooyi, que deixou seu cargo na PepsiCo em agosto passado, depois de liderar a empresa por 12 anos, foi cortejada como candidata ao cargo por Ivanka Trump, a filha mais velha do presidente Donald Trump e conselheira da Casa Branca, que está desempenhando um papel importante na seleção de um candidato.

Anteriormente, o jornal britânico Financial Times havia noticiado a possibilidade de Ivanka ser indicada para estar à frente do Banco Mundial — informação que foi negada.

O processo de escolha para o sucessor de Jim Yong Kim, que renunciou ao cargo no último dia 7 de janeiro e presidia o órgão há seis anos, é sigiloso e  está em seus estágios iniciais. Os primeiros candidatos se mantêm bem na disputa ou se afastam do radar, antes de o presidente fazer sua escolha final. Donald Trump muitas vezes toma suas próprias decisões sobre quem escolher, independentemente das indicações de seus conselheiros.

Não está claro, porém, se Nooyi aceitaria a nomeação, se for realmente escolhida pelo governo americano, mas o fato de Ivanka Trump ter tuitado que vê a executiva como uma "mentora e fonte de inspiração", colocou seu nome como um potencial sucessor.

Nooyi jantou com o presidente e outros líderes empresariais em seu clube de golfe, em Bedminster, New Jersey. Ela recebeu críticas por assumir um papel consultivo em seu conselho de negócios, que foi dissolvido depois que muitos executivos-chefes deixaram de seguir os comentários de Donald Trump, culpando “muitos lados” pela violência da supremacia branca em Charlottesville, Virgínia, em agosto de 2017.

Comentários negativos feitos por Nooyi após a eleição de 2016, durante a qual ela não apoiou publicamente qualquer candidato, são vistos como um potencial obstáculo para sua nomeação. A vitória de Trump, segundo ela, suscitou muitas dúvidas entre suas filhas e seus funcionários.

“Eles estavam todos de luto”, disse Nooyi, em uma entrevista com Andrew Ross Sorkin, na conferência DealBook do The New York Times, em 2016. ”Nossos funcionários estão todos chorando. E a pergunta que eles estão fazendo, especialmente aqueles que não são brancos é: “Estamos seguros?”. As mulheres estão perguntando: “Estamos seguras?” As pessoas LGBT perguntam: “Estamos seguros?” Eu nunca pensei que teria que responder a essas perguntas”, completou.

Nooyi mais tarde tentou dar esclarecimentos sobre seus comentários e, em entrevista à revista Fortune, um porta-voz da Pepsi disse que “Mrs. Nooyi errou. Ela estava se referindo à reação de um grupo de funcionários com quem falou e que estavam apreensivos com o resultado da eleição. Ela nunca quis dizer que todos os funcionários se sentem da mesma maneira”.

Que os comentários anteriores possam atrapalhar suas chances são um lembrete de que Trump não tem um grande círculo de seguidores para escolher para posições de elevada importância.

Outros candidatos também estão sendo considerados, incluindo David Malpass, subsecretário do Tesouro para Assuntos Internacionais, cuja lealdade ao presidente é profunda: ele atuou como consultor econômico na campanha de Trump para as eleições de 2016.

Outro nome na disputa é de Ray Washburne, presidente da Overseas Private Investment Corporation. Washburne também atuou na equipe financeira de Trump, em 2016, e foi visto como um dos primeiros candidatos a ocupar uma posição no gabinete.

O atual presidente do Banco Mundial ,Jim Yong Kim, disse, no início deste mês, que renunciaria ao cargo em fevereiro para se juntar à equipe de uma empresa privada de investimento em infraestrutura, uma inesperada saída que ocorre quase três anos antes do final de seu mandato.

Kim, um médico americano de origem sul-coreana, foi nomeado pela primeira vez pelo governo Obama em 2012, por recomendação de Hillary Clinton, quando era secretária de Estado, e foi reconduzido pelo presidente Barack Obama em 2016 para cumprir um segundo mandato de cinco anos. (do The New York Times)





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