BLOG

Guardia deve ficar na Fazenda e Mansueto, no Planejamento

28/03/2018

Guardia deve ficar na Fazenda e Mansueto, no Planejamento


Está praticamente fechado o desenho da equipe econômica após a saída de Henrique Meirelles do ministério da Fazenda para se candidatar à Presidência da República.

O secretário-executivo Eduardo Guardia sucederá Meirelles na pasta, a despeito da reação contrária de setores do MDB. Mansueto Almeida deverá ocupar a pasta do Planejamento no lugar de Dyogo de Oliveira, que será deslocado para presidir o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Esta é a configuração da equipe que conduzirá a economia no restante do ano. Confirmado esse arranjo, acertado com o presidente Michel Temer ontem, será uma vitória de Meirelles.

Uma das razões para Dyogo deixar do posto de ministro do Planejamento para assumir o BNDES decorreria do desejo do ministro de buscar uma carreira no setor privado. Para concretizar esse plano, seria útil para ele ter passagem pela presidência do banco.

No início da próxima semana, Meirelles vai anunciar que deixará o governo para se dedicar inteiramente à campanha eleitoral. Para isso, o ministro trocou o PSD pelo MDB, que anunciou a filiação dele ontem. As negociações para a migração de partido foram feitas diretamente com o presidente Michel Temer.

Ontem à tarde, o nome de Guardia estava praticamente sacramentado para a Fazenda, mas as fontes evitavam cravar a decisão por causa das reações contrárias de alguns setores do MDB, inconformados com a entrega de um dos principais ministérios do governo a um ex-secretário de Fazenda do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que será adversário ou do presidente Michel Temer, na tentativa da reeleição, ou do próprio Henrique Meirelles à Presidência da República, em outubro.

Outros interlocutores afirmavam que o nome foi aceito por Temer como uma das condições para Meirelles ingressar no MDB e, eventualmente, ser candidato a vice-presidente na chapa do próprio Temer.

Ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha procurou minimizar a saída de Meirelles da Fazenda. Segundo Padilha, a ideia é manter boa parte da equipe econômica, com a mesma diretriz, e Meirelles continuaria sendo consultado.

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, entregou ontem oficialmente sua carta de demissão, mas ainda não houve anúncio oficial de seu sucessor. Rabello é pré-candidato à presidência da República pelo PSC. A Associação dos Funcionários do BNDES manifestou preocupação com a troca no comando do banco de fomento.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP) também anunciou ontem sua saída do ministério para disputar as eleições. Não houve definição do sucessor. Questionado sobre eventual indicação do presidente da Caixa, Gilberto Occhi, para a pasta, Barros afirmou que o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), se reunirá com Temer hoje para discutir o assunto. "O problema não é a indicação para a saúde. É a substituição na Caixa", disse Barros. (do Valor Econômico)





Cursos