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IBC-Br aponta queda de 0,56% do PIB em janeiro

19/03/2018

IBC-Br aponta queda de  0,56% do PIB em janeiro


Após quatro meses de expansão, a economia brasileira começou 2018 em queda. O índice do Banco Central que mede a atividade do país (IBC-Br) caiu 0,56% em janeiro. No entanto, o resultado veio melhor que a previsão dos analistas do mercado financeiro, que era de uma baixa de 0,8% no primeiro mês do ano.

Apesar de um desempenho mais ameno do que o esperado, a retração da economia foi a mais forte sentida desde dezembro de 2016. E essa queda reflete o que aconteceu com os principais setores.

Em destaque está a indústria, que teve forte baixa em janeiro: 2,4%. Um resultado que interrompeu uma série de quatro altas mensais, mas que não muda a perspectiva de crescimento para o ano, na visão dos economistas.

O volume do setor de serviços do Brasil encolheu mais do que o esperado, fechando com o pior resultado para janeiro em seis anos, após um fim de 2017 forte, mas o resultado não tira o setor do movimento de recuperação.

Já o faturamento do setor de serviços caiu de 1,9%, de acordo com o IBGE, ao contrário da expectativa de estabilidade que tinham os analistas do mercado financeiro.

Na contramão, as vendas no varejo abriram 2018 em alta e inverteram a tendência de queda no fim do ano passado. Em janeiro, houve alta de 0,9%. O crescimento foi difundido pela maior parte dos segmentos.

Nos últimos 12 meses, entretanto, a economia brasileira mostra um crescimento de 1,2%, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela autarquia.

Indicador de comportamento. O IBC-Br foi criado pelo BC para ser referência do comportamento da atividade econômica, que sirva para orientar a política de controle da inflação pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Isto ocorre porque o dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é divulgado pelo IBGE com defasagem em torno de três meses. Tanto o IBC-Br quanto o PIB são indicadores que medem a atividade econômica, mas têm diferenças na metodologia.

O indicador do BC leva em conta a trajetória de variáveis consideradas bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (indústria, agropecuária e serviços).

Já o PIB é calculado pelo IBGE a partir da soma dos bens e serviços produzidos na economia. Pelo lado da produção, considera-se a agropecuária, a indústria, os serviços, além dos impostos. Já pelo lado da demanda, são computados dados do consumo das famílias, consumo do governo e investimentos, além de exportações e importações. (de O Globo)





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