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Independência do BC será votada antes da reforma da Previdência

11/12/2018

Independência do BC será votada antes da reforma da Previdência


O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou na noite desta segunda-feira que o projeto que dá independência ao Banco Central deve ser votado antes da reforma da Previdência, logo nos primeiros meses de 2019.

A medida é uma das prioridades do novo governo para ganhar confiança de investidores brasileiros e estrangeiros. Durante jantar organizado pelo site Poder 360, o ministro deixou claro que o ritmo de votação da reforma nas aposentadorias deve ser mais lento e tomar todo o ano que vem.

“A gente tem que ter humildade de entender que tudo tem seu tempo. Estamos trabalhando as questões que envolvem Previdência pra que dentro de um cronograma que ainda vai ser estabelecido vamos trabalhar com dois fundamentos: a separação de forma clara do que é Previdência e o que é assistência (social), e o fundamento de consertar a previdência que está aí e criar um novo modelo que vai se firmar ao longo dos próximos 30 anos para os jovens”.

“É no ano de 2019” — afirmou, admitindo pouco depois que o projeto de independência do BC deve passar à frente:

“Muito provavelmente sim, está pronto para votar.

De acordo com o ministro, ainda não há definição de quais regras de transição serão propostas na reforma. A equipe econômica liderada por Paulo Guedes estaria elaborando uma série de modelos que serão apresentados ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, para que este bata o martelo.

As únicas definições seriam quanto à criação de um novo regime, de capitalização, para quem estiver ingressando no mercado de trabalho.

Onyx afirmou que o texto legal da reforma administrativa do governo, com redução para 22 ministérios, já está sendo escrito. A tendência é que na última semana do ano, entre o Natal e o Reveillon, os ministros anunciem metas e diretrizes que adotarão em suas pastas.

O futuro chefe da Casa Civil, no entanto, mostrou-se cético em relação à promessa do futuro ministro da Economia de zerar o déficit em um ano.

“Brinco com Paulo Guedes que se ele cumprir 70% da meta, quem paga o vinho sou eu”.  (de O Globo)





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