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Lucro do BTG Pactual cai com a perda em participação suíça

03/05/2018

Lucro do BTG Pactual cai com a perda em participação suíça


O banco BTG Pactual fechou o primeiro trimestre com queda de 17% no lucro líquido consolidado, para R$ 600,3 milhões, em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado ajustado diminuiu 21,7%, para R$ 660 milhões.

O desempenho fez o retorno ajustado anualizado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) cair de 18,7% para 14,2%. Os resultados foram afetados principalmente pelo investimento no banco suíço EFG (a quem o BTG vendeu o banco BSI e recebeu parte do pagamento em ações), que contabilizou uma perda associada aos custos não recorrentes de integração. O banco também sentiu o impacto da queda da taxa de juros.

A receita total do BTG foi de R$ 1,31 bilhão, queda em relação ao mesmo período do ano passado e ao quarto trimestre. A redução foi de 20% em tesouraria e corretagem, em relação ao quarto trimestre, atribuída especialmente à queda nas receitas da mesa de energia. No banco de investimento, mesmo com participação relevante nas ofertas de ações e operações de fusões, a receita caiu 24% no mesmo comparativo.

Na ponta positiva, o destaque do banco foi a captação recorde em gestão de fortunas, que soma agora R$ 100,2 bilhões. Em gestão de fundos, também houve captação positiva de R$ 10,3 bilhões no período.

A área de investimentos proprietários teve lucro de R$ 95,8 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 88,9 milhões no quarto trimestre, mas inferior ao desempenho do início de 2017. A carteira de crédito corporativo do banco aumentou 3,25%, para um estoque de 22,537 bilhões.

O banco havia estimado um ritmo maior para o ano do que foi demonstrado nesse início de ano. A receita da área aumentou 10% em relação ao início de 2017. Em um ano, o índice de Basileia caiu de 19,5% para 16,3%. (do Valor Econômico)