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Metade das ações do Ibovespa sobe mais que o índice em 2018

28/12/2018

Metade das ações do Ibovespa sobe mais que o índice em 2018


Entre as 66 ações que compõem o Ibovespa, metade colhe desempenho acumulado em 2018 superior ao próprio índice, e as ações de varejo, estatais e bancos concentram as oscilações mais vigorosas do ano.

Com cotações das 12h23, o Ibovespa subia 13,65% no acumulado em 2018. No total, 32 papéis do índice operam com alta superior a essa. No destaque, até agora, estão Magazine Luiza ON (123,6%), Cemig PN (113,1%) e B2W (100,8%).

A Petrobras ON acumula, em 2018, alta de 50,5%, enquanto a PN da estatal sobe 43,2%. Entre os bancos, a valorização mais expressiva é do estatal Banco do Brasil (47,9%).

Segundo Rafael Passos, analista da Guide Investimentos, esse movimento guarda relação justamente com as perspectivas para a cena doméstica brasileira no novo ano. Espera-se, diz ele, que a reforma da Previdência possa ser aprovada logo no primeiro semestre, abrindo possibilidade para aumento da confiança dos empresários e consequente crescimento da atividade, com novos investimentos e aumento do consumo.

Dentro do Ibovespa, outros 13 papéis sobem menos do que o índice no ano, enquanto 20 ações acumulam perdas. O pior desempenho do índice em 2018 é da Cielo, com baixa de 58,03%, seguida por Qualicorp (-57,7%) e Kroton (-49,8%).

O único ativo para o qual não é possível auferir oscilação no ano dentro do Ibovespa é a Log ON, que estreou na bolsa na semana passada. No acumulado dos últimos cinco dias, no entanto, a empresa também está entre os destaques positivos da bolsa.

Embora papéis ligados à cena local sejam os preferidos dos gestores em um ambiente de expectativas com o Brasil, ativos considerados de qualidade em setores expostos à cena externa também mostram performance de brilho em 2018.

É o caso da Suzano ON, que sobe 100,1% no período, embalada pela fusão com a Fibria, e também da Vale ON, com alta de 30%. Há, no entanto, receio sobre o andamento dos preços das commodities nesses setores, enquanto posições mais defensivas são menos desejadas agora. (do Valor Econômico)





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