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Mudanças no Itamaraty atingem ex-chanceleres

14/03/2019

Mudanças no Itamaraty atingem ex-chanceleres


O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, apresentou ao presidente Jair Bolsonaro uma nova rodada de mudanças nas representações diplomáticas brasileiras. Ao todo, conforme adiantou o Valor Econômico em janeiro, cerca de 30 embaixadas e consulados passarão por trocas de chefia.

Os três chanceleres da ex-presidente Dilma Rousseff serão afetados na próxima "dança das cadeiras" no Itamaraty. Antonio Patriota sai de Roma e vai para Haia, sede do Tribunal Penal Internacional, na Holanda. Mauro Vieira deixa a missão na ONU, em Nova York, e segue para Atenas. Luiz Alberto Figueiredo, atualmente em Lisboa, deve ir para Copenhague.

O xadrez, que inclui uma série de outras alterações no serviço exterior, foi mostrado na semana passada a Bolsonaro. O presidente, segundo fontes, demonstrou interesse em promover algumas mexidas na lista original. Por isso, as indicações dos três ex-ministros ainda poderiam mudar.

À atual chefe da missão brasileira junto à Unesco, Maria Edileuza Fontenelle, teria sido oferecida a embaixada do Brasil em Doha (Qatar). Gisela Padovan, atual diretora do Instituto Rio Branco, chefiará o consulado em Madri.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente e que deve presidir a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, afirmou que o pai pretende olhar com cuidado pelo menos três novas indicações: os futuros embaixadores nos Estados Unidos, em Israel e no Japão.

"Talvez também na Coreia", comentou. Luiz Fernando Serra, ex-embaixador em Seul e um dos cotados para assumir o Itamaraty imediatamente após a vitória de Bolsonaro, pode ser contemplado nessa "dança", disse o deputado.

A grande interrogação entre os diplomatas, porém, gira mesmo em torno do novo embaixador em Washington. O cientista político Murillo de Aragão, dono da Arko Advice, e Nestor Forster, número dois da embaixada, são os favoritos.

Bolsonaro afirmou ontem, em café com jornalistas, que só deve anunciar o nome depois de sua visita à Casa Branca.

A perspectiva de que o presidente Donald Trump anuncie na próxima semana seu novo representante em Brasília também se esvaziou. Pessoas que têm acompanhado o processo apostam que dificilmente ele terá tempo hábil para a definição até terça-feira.        Pelo menos um funcionário sênior do Departamento de Estado e outros três financiadores de campanha do Partido Republicano teriam interesse no cargo.

Até o nome de Clifford Sobel, que foi embaixador dos Estados Unidos no Brasil durante o governo de George W. Bush, surgiu nos bastidores como possibilidade. (do Valor Econômico)





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