BLOG

Pesquisa mostra segundo lugar “embolado” na disputa

06/09/2018

Pesquisa mostra segundo lugar “embolado” na disputa


Na primeira pesquisa eleitoral do Ibope sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro (PSL) lidera a disputa pela Presidência, com 22% das intenções de voto, e três candidatos estão empatados tecnicamente em segundo lugar.

Segundo o levantamento, divulgado ontem, Ciro Gomes (PDT), cresceu acima da margem de erro e aparece com 12%, mesmo percentual de Marina Silva (Rede). O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, tem 9%. Vice na chapa do PT, Fernando Haddad, registra 6% das intenções de voto.

Como a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, Alckmin tecnicamente está empatado com Marina e Ciro. Pelo mesmo critério, o tucano também está empatado com Haddad.

Nos quatro cenários testados para um eventual segundo turno -- todos com Bolsonaro --, o candidato do PSL é derrotado por Marina, Ciro e Alckmin e está em empate técnico com Haddad. Apesar de ter o maior percentual de intenção de voto, Bolsonaro tem também a maior rejeição.

O levantamento foi contratado pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo". As entrevistas começaram a ser realizadas no sábado, um dia depois o início do horário eleitoral. Dessa forma, não houve tempo suficiente para medir o impacto da propaganda dos candidatos no rádio e na televisão.

Em relação à pesquisa anterior, finalizada em 19 de agosto, caiu a parcela do eleitores disposta a votar em branco ou nulo, de 29% para 21%. A taxa de indecisos foi de 9% para 7%.

Também em comparação com o levantamento de agosto, no cenário sem Lula, Bolsonaro oscilou dentro da margem de erro, de 20% para 22%. Marina se manteve com os 12%. Ciro foi de 9% para 12%. Alckmin, com o maior tempo de propaganda no rádio e na televisão, também oscilou dentro da margem de erro, de 7% para 9%.

João Amoêdo, do Novo, foi de 1% para 3%. Alvaro Dias (Podemos) manteve os 3% e Henrique Meirelles, do MDB, foi de 1% para 2%. Guilherme Boulos (Psol), Vera Lucia (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) mantiveram 1% cada. Cabo Daciolo Patriota) e Eymael (DC) não pontuaram nesta pesquisa.

Em um eventual segundo turno, Ciro tem a maior vantagem em relação a Bolsonaro nos quatro cenários testados e ganharia por 44% a 33%. Na disputa entre Marina e Bolsonaro, a candidata do Rede tem 43% e o do PSL, 33%.

Alckmin venceria por 41% a 32% de Bolsonaro. Já Haddad, que ainda não é o candidato oficial do PT, tem 36% e o postulante do PSL, 37% -- cenário de empate técnico.

Quando os eleitores foram questionados sobre qual candidato rejeitam, Bolsonaro foi citado por 44%. Em segundo lugar está Marina, com 26%, que disputa a Presidência pela terceira vez. Ainda como vice da chapa petista, Haddad é rejeitado por 23% dos eleitores entrevistados.

Alckmin, que disputa a presidência pela segunda vez e governou São Paulo por quatro mandatos, tem 22% de rejeição. Ciro, ex-ministro e ex-governador, é rejeitado por 20%. A soma da rejeição é superior a 100% porque os entrevistados podem opinar sobre mais de um candidato.

O Ibope ouviu 2.002 eleitores entre 1 e 3 de setembro, em 142 municípios do país. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-05003/2018.

A pesquisa estava prevista para ser divulgada na terça-feira, mas o instituto decidiu consultar o Tribunal Superior Eleitoral antes.

O Ibope registrou o levantamento no TSE em 29 de agosto e tinha no questionário a candidatura de Lula para ser testada com os entrevistados. Dois dias depois do registro, em 31 de agosto, a Justiça Eleitoral impediu o ex-presidente de disputar esta eleição, com base na Lei da Ficha Limpa. Lula está preso desde abril.

Com a decisão do TSE, o instituto desistiu de publicar o levantamento, por receio de descumprir a Lei Eleitoral, que determina que as pesquisas de intenção de voto devem ser executadas exatamente como foram registradas.

O Ibope afirmou que não testou o cenário com Lula, apenas com Haddad como o candidato do PT. O ex-prefeito petista deve ser lançado na próxima semana como candidato, no lugar do ex-presidente.

Ontem, o ministro Luís Felipe Salomão, do TSE, decidiu rejeitar a consulta do Ibope e disse que é inviável que o tribunal se pronuncie durante o período eleitoral. Com isso, o instituto e os dois contratantes decidiram divulgar o levantamento. O Ibope afirmou, em nota, que foi lida no "Jornal Nacional", que agiu com boa fé e dentro da lei. (do Valor Econômico)





Cursos