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Robôs serão supervisionados por humanos em investimentos

23/05/2018

Robôs serão supervisionados por humanos em investimentos


Os órgãos reguladores estão começando a mostrar para os robôs quem é que manda. Depois de gastar bilhões de dólares em tecnologias de ponta de inteligência artificial, bancos e seguradoras da Europa realizam um exame mais rigoroso das ferramentas que usam para ajudar a erradicar fraudes, verificar a solvência de candidatos a empréstimos e automatizar as decisões sobre reclamações.

As regras da União Europeia que entram em vigor a partir desta semana vão enfatizar a supervisão humana e a proteção do consumidor, o que pode criar dificuldades para as empresas que estão tentando elaborar as ferramentas do futuro.

"As empresas que desenvolvem tecnologias de inteligência artificial terão que levar em conta e incorporar as questões de proteção de dados", disse David Martin, diretor jurídico do grupo de defesa do consumidor BEUC.

As regras poderiam ser um obstáculo para os programadores que buscam desenhar algoritmos cada vez mais sofisticados. Isto pode afetar as empresas da UE que competem contra rivais, nos EUA e na Ásia, no desenvolvimento de novas tecnologias, disse Nick Wallace, analista de políticas do Centro para Inovação de Dados, instituto de pesquisa independente de Bruxelas.

Reguladores em todo o mundo estão tentando acompanhar a pressa do setor financeiro para automatizar desde mesas de negociação até decisões de empréstimos. O setor bancário investirá US$ 3,3 bilhões em inteligência artificial e em tecnologias neste ano, tornando-se o segundo setor que mais investe nisso depois do varejo, segundo a International Data Corporation (IDC). O investimento total nessas tecnologias crescerá para US$ 52,2 bilhões até 2021, contra US$ 19 bilhões neste ano, de acordo com o IDC.

O Regulamento Geral de Proteção de Dados da UE, que entrará em vigor no dia 25 de maio, exigirá que as empresas obtenham o consentimento das pessoas quando seus dados pessoais forem usados para automatizar determinados tipos de decisão que tenham consequências importantes, como a concessão de um empréstimo.

Os clientes terão o direito de exigir que um funcionário humano da empresa intervenha e analise uma decisão. Os clientes também terão acesso aos detalhes sobre processo automatizado para se proteger de práticas discriminatórias. (do Valor Econômico)





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