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Santander fecha trimestre com lucro: soma mais de R$ 3,4 bi

30/04/2019

Santander fecha trimestre com lucro: soma mais de R$ 3,4 bi


O Santander Brasil obteve lucro líquido gerencial de R$ 3,485 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa alta de 21,9% na comparação com o mesmo período de 2018.

Ante o quarto trimestre do ano passado, houve avanço de 2,3%. O lucro societário, por sua vez, cresceu 21,1% em relação a um ano antes, para R$ 3,415 bilhões.

Analistas consultados pelo Valor Econômico projetavam lucro gerencial de R$ 3,374 bilhões para o banco.

A margem financeira bruta somou R$ 10,758 bilhões nos três meses encerrados em março. Houve aumento de 0,1% na comparação com o quarto trimestre de 2018 e de 5,9% ante os meses de janeiro a março de 2018.

As despesas líquidas com provisão para devedores (PDD) duvidosos caíram 13,1% em três meses e 2,1% em relação ao primeiro trimestre do calendário anterior, para R$ 2,596 bilhões.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado foi de 21,1% nos três primeiros meses de 2019, de 21,1% nos três meses imediatamente anteriores e 19,1% no primeiro trimestre de 2018.

Ao fim de março, o Santander Brasil tinha R$ 386,904 bilhões em sua carteira de crédito ampliada, estabilidade em relação a dezembro de 2018 e alta de 9,3% num período de 12 meses. A alta anual teria sido de 8% se descontado o efeito da variação cambial.

O estoque de operações com pessoa física subiu 3% no trimestre e 20,1% em um ano, para R$ 136,556 bilhões. O saldo da carteira de financiamento ao consumo teve elevação de 2,7% e 17,9%, respectivamente, chegando a R$ 51,421 bilhões.

O crédito a pequenas e médias empresas também registrou desempenho positivo. O saldo de empréstimos e financiamentos a essa categoria alcançou R$ 35,839 bilhões no fim do primeiro trimestre, avanço de 0,2% no trimestre e de 8,7% em um ano.

O portfólio de grandes empresas, no entanto, teve desempenho mais fraco. Ficou estável entre dezembro de 2018 e março de 2019 e recuou 3,6% em 12 meses, para R$ 86,898 bilhões. No entanto, se desconsiderado o efeito da variação cambial no período, essa carteira teria diminuído 0,2% no trimestre e 8,4% em um ano.

As demais operações com risco de crédito, que incluem títulos de renda fixa, avais e fianças, somavam R$ 76,189 bilhões no fim de março de 2019, queda de 6,5% no trimestre e expansão de 3,6% em um ano.

Inadimplência. O Santander Brasil apresentou estabilidade da inadimplência nos três primeiros meses de 2019. A taxa de operações de crédito com atraso superior a 90 dias alcançou 3,1% no fim de março, exatamente o mesmo patamar de dezembro de 2018. Na comparação com março do ano passado, houve avanço, de 0,2 ponto porcentual.

Segundo o Santander, a alta na comparação anual foi influenciada pelo aumento da participação do varejo no saldo da carteira de crédito. “O índice segue em patamar controlado, o que evidencia a assertividade dos nossos modelos e a gestão preventiva de riscos”, aponta o banco.

Na carteira de pessoa jurídica, a taxa de calotes foi de 1,9%, estável em relação ao fim do quarto trimestre de 2018. Na comparação com março do ano passado, o indicador caiu 0,1 ponto.

No portfólio de pessoa física, a inadimplência ficou em 3,9%, estável ante dezembro de 2018, mas subiu 0,2 ponto perante março daquele ano.

Receitas com serviços. As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias do Santander Brasil somaram R$ 4,529 bilhões entre janeiro e março, com aumento de 9,5% em relação ao mesmo período de 2018. Ante o quarto trimestre de 2018, houve queda, de 4,1%.

As comissões com cartões e serviços adquirentes alcançaram R$ 1,639 bilhão no trimestre, alta de 20,5% em 12 meses, influenciadas pelo aumento do faturamento de cartões, que foi impulsionado por inovações e parcerias. As receitas com serviços de conta corrente somaram R$ 910 milhões, aumento de 14%.

As despesas gerais -- incluindo depreciação e amortização --, por sua vez, totalizaram R$ 5,102 bilhões no primeiro trimestre, elevação de 6,2% em relação a igual intervalo do ano anterior. Na comparação com o quarto trimestre de 2018, houve queda de 7,0%.

As despesas com pessoal subiram 0,4% na comparação anual, para R$ 2,319 bilhões. Já as despesas administrativas cresceram 13,1%, a R$ 2,203 bilhões. E os gastos com depreciação e amortização ficaram em R$ 580 milhões, com alta de 5,8%.

Segundo o banco, o aumento das despesas administrativas se deve à elevação dos gastos com serviços técnicos especializados e de terceiros, associadas principalmente à contratação de serviços de tecnologia para projetos corporativos e despesas com processamento de dados para suportar o elevado patamar de transacionalidade dos clientes. (do Valor Econômico)





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