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Santander mantém expectativa de crescimento do PIB em 2018

01/03/2018

Santander mantém expectativa de crescimento do PIB em 2018


Mesmo com a frustração apresentada no consumo das famílias no quarto trimestre de 2017, que cresceu apenas 0,1% contra uma expectativa de 0,4% dos economistas do Santander, o banco mantém a estimativa de crescimento do PIB para este ano em 3,2%.

O economista Rodolfo Margato, do Santander, avalia que com mais efeitos da queda da taxa de juros Selic, a melhora da oferta de crédito e do mercado de trabalho, o consumo das famílias pelo lado da demanda ajudará a retomada da economia neste ano.

“Apesar da frustração com o dado do quarto trimestre, na comparação anual com o quarto trimestre de 2016, o consumo das famílias cresceu 2,6%. A trajetória de alta dessa variável se mantém e em 2018 deverá apresentar crescimento acima de 4,5%” — disse Margato em teleconferência com jornalistas nesta quinta-feira.

Para o banco, o crescimento de 1% da economia no ano passado ficou levemente abaixo da expectativa de 1,1% de seus economistas. E, embora o carregamento do PIB do quarto trimestre para o primeiro trimestre de 2018 tenha sido pequeno, de 0,3 ponto percentual, o número é melhor do que em anos anteriores, quando foi negativo.

“Haverá uma aceleração significativa no crescimento do PIB trimestral. Na média, o PIB semestral deve crescer 1,5% para que cheguemos aos 3,2% previstos para este ano” — explicou o economista.

Ele observa uma retomada dos investimentos, que cresceram 3,8% no quarto trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, a primeira variação interanual desde o primeiro trimestre de 2014.

“Para este ano, nossa previsão é de crescimento de 7% no investimento, com viés positivo e podendo chegar a 10%. Ainda assim, esse bom desempenho não repõe a queda de mais de 30 pontos percentuais que tivemos nesse indicador nos últimos três anos”. Margato afirma ainda que prevê o retorno dos investimentos em máquinas e equipamentos, para ampliação da capacidade produtiva.

Para a agropecuária, que puxou a alta do PIB em 2017 com crescimento de 13%, o economista do Santander prevê um recuo de 0,5% este ano.

“Não que a safra e a atividade pecuária serão ruins. Mas, como tivemos safra recorde em 2016, a comparação com este ano dará esse efeito negativo” — afirma.

Já para o PIB industrial, o Santander prevê expansão de 3,8% em 2018, com aceleração da indústria de transformação, especialmente setores como automobilístico, metalúrgico, têxtil e alimentação, que já iniciaram trajetória de recuperação.

Para Serviços, a estimativa para 2018 é de um crescimento de 3,1%, impulsionado pela retomada do comércio, o que já se verificou nas duas últimas leituras do PIB.

“Os gastos do governo deverão continuar com uma contribuição baixa, com crescimento de apenas 0,2% em 2018” — finalizou Margato. (de O Globo)





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