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Sistema bancário 'paralelo' atinge US$ 761,8 bi no país

06/03/2018

Sistema bancário 'paralelo' atinge US$ 761,8 bi no país


O sistema bancário paralelo ("shadow banking") no Brasil alcançou US$ 761,8 bilhões e cresceu mais de 20% em 2016, numa das maiores altas entre as principais economias, segundo o Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês).

Globalmente, o crescimento do "shadow banking" -- a parte do sistema financeiro que faz funções de bancos, como financiamentos, mas não tem as mesmas salvaguardas -- foi de 7%, alcançando US$ 45,2 trilhões em 29 jurisdições.

Isto representa 13% dos ativos totais do sistema financeiro. Esses valores são a medida conservadora (ou "conceito estrito"), que poderia trazer riscos à estabilidade financeira.

O FSB chega à sua medida conservadora classificando os intermediários fora do sistema bancário em cinco funções econômicas, cada uma envolvendo riscos tipicamente bancários, como alavancagem, liquidez e transferência de risco de crédito.

Em oito das 29 jurisdições examinadas no levantamento, a atividade bancária não tradicional cresceu mais de 20% -- Brasil, Argentina, China, Hong Kong, Indonésia, Cingapura, Turquia e Reino Unido.

Conforme técnicos do FSB, a alta no Brasil pode refletir forte crescimento de veículos de investimentos -- fundos de renda fixa e curto prazo, fundos hedge e imobiliário, por exemplo --, além do efeito das variações de inflação e câmbio no período.

Já pelo "conceito amplo", ou "outros intermediários financeiros" (OFIs, na sigla em inglês), o sistema bancário paralelo no Brasil alcançou US$ 1,289 trilhão, alta nominal de 40% em relação a 2015. As OFIs incluem todas as instituições que não são banco central, bancos, seguradoras, fundos de pensão, instituições financeiras públicas ou auxiliares financeiros.

Para o FSB, globalmente os financiamentos não bancários fornecem uma alternativa valiosa ao crédito bancário e ajudam a sustentar a atividade da economia real. Entretanto, a entidade alerta que a crescente dependência do sistema financeiro de intermediários não bancários em vários países pode potencialmente criar novas vulnerabilidades.

No caso do Brasil, a avaliação é de que, embora as companhias de seguro e fundos de pensão sejam altamente interligados com OFIs, e estes com bancos, há pouca interconexão indireta entre seguradoras ou fundos de pensão e bancos. (do Valor Econômico)





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